O DECRETO DE DEUS

Deus tem um propósito e este propósito é eterno. O apóstolo Paulo chamou o
plano de Deus de o Seu “eterno propósito” (Efésios 3:11). O propósito de Deus
inclui um número de eventos que não são sucessivamente formados à medida
que uma emergência se levanta. Eles são todas partes de um só propósito ou
decreto todo-abrangente. Visto que os acontecimentos são mutuamente
relacionados, eles podem ser chamados de decretos para explicá-los às mentes
finitas. Um decreto é uma determinação ou uma ordem de alguém que tem autoridade
suprema. Deus é soberano e tem o direito absoluto de fazer o que Lhe apraz.
Decreto é um termo técnico que tem sido adotado pelos teólogos para
transmitir uma idéia complexa – um número de idéias por um termo simples.
“O Senhor dos exércitos jurou, dizendo:
Como pensei, assim sucederá, e como determinei, assim se efetuará” (Isaías
14:24). Tudo ocorrerá como Ele propôs: “…Eu sou Deus, e não há outro; eu sou
Deus, e não há outro semelhante a mim; que anuncio o fim desde o princípio, e
desde a antiguidade as coisas que ainda não sucederam; que digo: O meu
conselho subsistirá, e farei toda a minha vontade” (Isaías 46:9,10). Seu conselho
permanecerá para sempre: “O conselho do Senhor permanece para sempre, e os
intentos do seu coração por todas as gerações” (Salmos 33:11). Seus
pensamentos estão além da compreensão do homem: “Quão grandes são, ó
Senhor, as tuas obras! quão profundos são os teus pensamentos!” (Salmos 92:5).
Que Deus opera sem um plano é inconcebível. Uma pessoa não pensará em
construir uma casa sem planos (Lucas 14:28). Deus é infinitamente sábio (Jó
23:13). Ele propôs tudo, e tudo o que Ele propôs será realizado. O propósito de
Deus foi traçado antes da fundação do mundo. A providência de Deus opera
para cumprir o Seu propósito que é realizado no tempo.
O propósito de Deus está fundamentado na soberania absoluta, ordenado pela
sabedoria infinita, ratificado pela onipotência e cimentado pela imutabilidade.
Todas as coisas operam juntamente para o bem daqueles que amam a Deus e
são chamados segundo o Seu propósito (Romanos 8:28). Tudo o que Deus
planejou acontecerá. Todo a boa dádiva e todo o dom perfeito vem dAquele em
quem não há mudança nem variação (Tiago 1:17).
Os decretos de Deus podem ser considerados num decreto complexo incluindo
todas as coisas. A extensão do decreto de Deus cobre tudo antes do tempo,
dentro do tempo e subseqüente ao tempo. Ele é imutável. Não há alteração na
intenção divina. Nenhum novo ato jamais entrou na mente divina. Além do
mais, nunca haverá reverão no plano divino.
Toda verdade envolve mais do que aparece superficialmente. Alguém pode
olhar para os céus e admirar as estrelas. Contudo, sua significância não é a
mesma para ele como o é para o astrônomo. Esta pessoa não pode explicá-las
como o astrônomo, que reuniu informação estudando as estrelas através de um
telescópio. O homem natural pode olhar para a palavra de Deus da mesma
forma como um novato olha para as estrelas. Ele pode ler declarações que para
ele são confusas e contraditórias, porque ele é incapaz de reunir as passagens da
Escritura em sua ordem apropriada.
Um verdadeiro cristão pensa com base nos pensamentos de Deus e busca, pelo
Espírito de Deus, trazê-los para a ordem de Deus em sua própria mente. Ele
busca reunir os pensamentos de Deus numa ordem sistemática.
Satisfatoriamente, o testemunho eficaz de Cristo só é possível através de se
apresentar a verdade em sua continuidade. O estudo e a apresentação é a ciência de Deus – fatos mais relações.
Conclusão
Formar um plano e necessariamente alterá-lo ou falhar na execução dele é uma
das tristes imperfeições de seres finitos. Alguém pode ter boas intenções, mas
ele não pode prever o futuro. Como uma ilustração, uma pessoa pode traçar
planos para uma casa requerendo tijolos entalhados. Contudo, antes dele
terminar seus planos, os tijolos se tornarão indisponíveis. Portanto, ele deve
alterar os seus planos. Ele pode começar construindo sua casa, mas antes dela
ser completada, seu dinheiro pode se esgotar. Se ele é incapaz de adquirir uma
ajuda financeira, ele será compelido a mudar completamente os seus planos.
Tais ilustrações não podem se aplicar ao soberano Deus. Ele não somente
conhece todas as coisas, mas Ele é onipotente e trará à existência todas as coisas
para completar o Seu plano. Ou seja seu decreto. Felipe S.